Acidentes na Avenida da FEB expõem problema antigo e trazem de volta discussão sobre passarelas
25 de Junho de 2026

Acidentes na Avenida da FEB expõem problema antigo e trazem de volta discussão sobre passarelas

  • Foto Reprodução
  • Da Redação
  • NOVA PAGINA MT

A sequência de acidentes registrada nos últimos meses na Avenida da FEB, em Várzea Grande, voltou a chamar atenção para um problema que já havia sido identificado pelo poder público há mais de dois anos. Em 2023, uma indicação apresentada na Câmara Municipal propôs a construção de duas passarelas para pedestres na via, mas a medida nunca foi executada.

O assunto voltou ao centro das atenções após o atropelamento que matou uma idosa e deixou outra mulher ferida nas proximidades do Fort Atacadista. O caso se soma a outros acidentes registrados recentemente na avenida, reforçando os questionamentos sobre a segurança de quem precisa atravessar um dos corredores de maior fluxo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Entre quem utiliza a Avenida da FEB diariamente, o medo de atravessar a pista faz parte da rotina. Mesmo com a existência de faixas de pedestres, há relatos de que o desrespeito à preferência do pedestre e o excesso de velocidade de parte dos motoristas tornam a travessia um momento de insegurança.

"Tenho medo de atravessar a Avenida da FEB, até mesmo pela faixa de pedestres. Muitos motoristas não respeitam a preferência do pedestre e passam em alta velocidade. A sensação é de que você precisa esperar para descobrir se o carro realmente vai parar. Uma passarela poderia evitar que pedestres e veículos dividissem o mesmo espaço", relata um pedestre que utiliza a avenida diariamente.

A preocupação relatada por quem convive com a realidade da avenida já havia chegado ao poder público. Em abril de 2023, o então vereador Fabinho Tardin apresentou uma indicação propondo a construção de duas passarelas ao longo da Avenida da FEB. Na justificativa, o parlamentar argumentou que a medida aumentaria a segurança dos pedestres em uma via marcada pelo intenso fluxo de veículos e pela grande circulação de pessoas.

Apesar da indicação, a proposta nunca foi colocada em prática.

Para o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, Padeiro afirmou que a responsabilidade pela sinalização da via cabe à Prefeitura de Várzea Grande. A administração municipal, por sua vez, informou que aguarda definições relacionadas às obras do BRT e estudos técnicos antes de promover novas intervenções no local.