Júri de Carlinhos Bezerra será realizado sem acesso da imprensa ao plenário
01 de Julho de 2026

Júri de Carlinhos Bezerra será realizado sem acesso da imprensa ao plenário

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  • Da Redação
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O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri no próximo dia 7 de julho, em Cuiabá, acusado de matar a ex-companheira Thays Machado e o namorado dela, William César Moreno. A sessão ocorrerá sob acesso restrito, sem a presença da imprensa no plenário, por determinação da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital.

A magistrada acolheu um pedido da defesa e definiu que apenas pessoas diretamente ligadas ao processo poderão acompanhar o julgamento, uma vez que a ação tramita sob segredo de Justiça. Conforme o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), todas as informações oficiais serão divulgadas exclusivamente pela assessoria do gabinete da juíza e repassadas aos veículos de comunicação pela assessoria de imprensa da Corte. Também foi autorizada apenas a captação de imagens na parte externa do Fórum de Cuiabá.

Carlinhos Bezerra responde por feminicídio contra Thays Machado e homicídio qualificado contra William César Moreno. O duplo assassinato ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente ao edifício Solar Monet, onde mora a mãe de Thays.

As investigações apontaram que o empresário não aceitava o fim do relacionamento e perseguia constantemente a ex-companheira. Na madrugada do crime, Thays acionou o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e informou que estava sendo seguida pelo ex-companheiro após deixar o Aeroporto Marechal Rondon, onde havia buscado William.

Segundo a Polícia Civil, a vítima também relatou que Carlinhos costumava andar armado e foi orientada a procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. Horas depois, ela e o namorado foram surpreendidos e mortos a tiros.

Antes da confirmação da data do julgamento, a defesa tentou retirar o caso de Cuiabá alegando que a repercussão poderia comprometer a imparcialidade dos jurados. O pedido foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e, posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça também negou a suspensão do júri.