CPI da Saúde ganha mais 180 dias para aprofundar investigação sobre contratos da SES
09 de Julho de 2026

CPI da Saúde ganha mais 180 dias para aprofundar investigação sobre contratos da SES

  • Foto Assessoria
  • SAMANTHA DOS ANJOS - ASSESSORIA
  • NOVA PAGINA MT

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Wilson Santos (PSD), anunciou, durante reunião realizada nesta quarta-feira (8), a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 180 dias para dar continuidade às investigações sobre possíveis irregularidades em contratos e procedimentos licitatórios celebrados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), entre os anos de 2019 e 2025. A medida foi oficializada por meio do Ato nº 060/2026, após aprovação do Requerimento nº 472/2026 na Casa de Leis.

O parlamentar justificou que ampliação do prazo foi motivada por decisões judiciais que concederam novos prazos aos convocados para acesso aos autos e preparação da defesa, o que interferiu no cronograma das oitivas. “Então está prorrogada a CPI por mais seis meses. Não necessariamente vamos usar todo esse tempo. Por que solicitamos a prorrogação? Primeiro, porque o Poder Judiciário mato-grossense vinha concedendo salvo-condutos, provocados por mandados de segurança, para empresários convocados a prestar depoimento a esta comissão, na condição de testemunhas ou investigados”, explicou.

Wilson Santos esclarece que além das decisões que concederam garantias aos convocados, o Tribunal de Justiça também determinou que fossem disponibilizados todos os documentos solicitados e assegurado prazo de até 30 dias para que testemunhas e investigados tivessem acesso aos autos antes de prestar esclarecimentos. “Diante desse alongamento de 30 dias e, também, tornando facultativa a vinda dos convocados, entendemos a necessidade de ampliar o prazo da CPI. O plenário compreendeu essa necessidade, aprovou por unanimidade e a prorrogação já está publicada no Diário Oficial”, informou.

O presidente da comissão também disse que foi apresentado requerimento solicitando autorização do Plenário para suspender temporariamente os trabalhos da CPI durante o recesso parlamentar da Assembleia Legislativa, entre os dias 16 e 31 de julho. “Assim que o Parlamento entrar em recesso, a CPI também suspenderá suas atividades, retornando na primeira semana de agosto. Ainda teremos uma última reunião na quarta-feira (15) ou, caso haja necessidade, uma reunião extraordinária antes do dia 16”, informou.

Ao longo da nova fase dos trabalhos, a comissão pretende ouvir empresários convocados, diretores de hospitais regionais, representantes da Secretaria de Estado de Saúde e demais representantes de instituições ligadas aos fatos investigados.